Guia da Série D: candidato a zebra, Princesa-AM vai à luta pelo acesso

10/06/2016 - Por Marcos Dantas/ Manaus, AM
Dois anos depois, o Princesa está de volta à Série D e terá sua chance de ascender no Campeonato Brasileiro. Com uma base mantida, o Tubarão aposta no trabalho de Zé Marco, à frente da equipe desde o estadual de 2015, para ser uma das surpresas da competição. O time estreia contra o Baré neste domingo (12), em Manacapuru, às 16h30 (horário de BRasília).

O GloboEsporte.com listou um guia do time com os seguintes itens: retrospecto na competição; obtenção de vaga; rendimento no primeiro semestre; pontos fortes e fracos; elenco; e destaques do plantel. Confira abaixo:

ELENCO
Goleiros: Rascifran e Pablo 
Laterais: Guilherme, João Rodrigo, Gelvane 
Zagueiros: Pastor, Hitalo, Deurick e Danilo 
Volantes: Cleyton Amaral, Dênis e Adonias 
Meias: Michel Parintins, Randerson, André Lima e Toró 
Atacantes: Leonardo, Jefferson, Weverton e Edinho Canutama

PONTOS FORTES E FRACOS
Pontos Fortes 
Base: Talvez este seja o ponto mais forte do Princesa. O técnico Zé Marco se cercou de jogadores de confiança, que trabalharam com ele no Campeonato Amazonense de 2015, na campanha do vice-campeonato e ainda buscou nomes pontuais para reforçar o elenco. Nomes como o goleiro Rascifran, o atacante Edinho Canutama e o meia Randerson são os destaques entre os remanescentes, que conhecem o clube, a cidade de Manacapuru, e o trabalho de Zé Marco.
Gilbertão pode ser um dos pontos fortes do Princesa na Série D (Foto: Reprodução/TV Amazonas)
Fator Gilbertão: Os adversários do Princesa não deverão ter vida fácil no Estádio Gilberto Mestrinho. O palco fica na cidade de Manacapuru, a 68 quilômetros de Manaus, e receberá pela primeira vez o Campeonato Brasileiro - uma vez que, em 2014, na única oportunidade em que o Princesa disputou a Série D, o estádio no qual o Tubarão mandava os seus jogos era a Colina, em Manaus. Para chegar ao Gilbertão, todos os adversários terão que se deslocar de avião até Manaus e ainda encarar a estrada até chegar a Manacapuru. Fora isso, o próprio Gilbertão se torna um caldeirão nos jogos decisivos do Princesa, time mais popular de Manacapuru. Com capacidade para 15 mil pessoas, o estádio pode ser um grande trunfo em momentos decisivos da competição.

Pontos fracos
Pouco tempo de preparação: Como nem tudo são flores, o Princesa também tem grandes dificuldades a serem superadas. A maior delas é o pouco tempo que o time teve para se preparar para a Série D. Em 2015, o Princesa foi vice do Amazonense sem saber que colocação, mais tarde renderia uma vaga na quarta divisão, uma vez que a ampliação da competição foi divulgada somente este ano, pela CBF. Com isso, o clube passou a correr contra o tempo para poder chegar apto, principalmente no quesito financeiro, à disputa. Este foi um dos pontos inclusive que motivaram Zé Marco a querer jogadores que já haviam trabalhado com ele no clube.

Falta de dinheiro: Tudo bem que essa não é uma dificuldade somente do Princesa, mas o caso em questão chama a atenção porque o diretor do clube e principal investidor, Raphael Maddy, deixou claro várias vezes que o clube atuará sempre no fio da navalha, financeiramente falando. Como os gastos com a Série D não estavam previstos no início do ano, reforços de mais peso para a montagem de um elenco ainda melhor se tornam a cada dia mais improváveis. 

FIQUE DE OLHO
Randerson: O jovem meia de 21 anos, que também é conhecido como Fininho Manacá, tem moral com o técnico Zé Marco, e dificilmente começa um jogo no banco. Rápido e com passes precisos, e ele também cumpre um papel interessante no ataque, podendo ser utilizado nas duas funções.

Weverton: Com 22 anos, o atacante já tem uma larga experiência nos clubes amazonenses e pela primeira vez, veste a camisa do Princesa. Nos últimos clubes onde passou, com exceção do Nacional, onde teve poucas chances, acabou brilhando. Em 2014, ele foi fundamental na boa campanha do Rio Negro na Série B do Amazonense. Em 2015, ele foi um dos principais nomes do Fast na conquista da Copa Amazonas.
Weverton e Léo podem ser pilares do Princesa na Série D (Foto: Matheus Castro)
Leonardo: De volta ao Amazonas, Léo, o índio negro, busca retomar seu melhor futebol. Após brilhar com a camisa do Nacional em 2013 e 2014, o jogador se desligou do clube em 2015 como artilheiro, mesmo estando em baixa. Com a camisa do Princesa, Léo tentará superar a passagem ruim pelo Itabaiana-SE e dentro da área sempre é perigoso.

Guilherme: Lateral rápido e habilidoso que sobe ao ataque com qualidade, sem perder força na marcação. Com uma técnica apurada em bolas paradas, Guilherme é pouco badalado, mas pode ser uma das armas secretas do Princesa para a Série D 

RENDIMENTO NO PRIMEIRO SEMESTRE
Até o momento, o Princesa disputou apenas duas partidas oficiais na temporada e perdeu duas vezes para a Chapecoense, na Copa do Brasil. Nas duas últimas semanas o Tubarão disputou dois amistosos contra o Nacional e empatou duas vezes, uma no Gilbertão e outra na Arena da Amazônia, em Manaus. O clube ainda busca sua primeira vitória no ano. 
Nacional e Princesa amistoso Arena da Amazônia (Foto: Matheus Castro)
COMO CONSEGUIU A VAGA
O Princesa foi vice-campeão amazonense em 2015 com uma campanha de campeão. Seguindo de perto o Nacional na fase classificatória, o Tubarão eliminou o favorito Fast nas semis com uma virada espetacular no jogo de volta e fez dois jogos duríssimos contra o Leão da Vila Municipal, na finalíssima. A campanha de destaque acabou sendo premiada com uma vaga na Série D que o clube nem imaginava que aconteceria, uma vez que a ampliação da quarta divisão este ano, era apenas uma especulação na época.
Final do Amazonense 2015 Nacional e Princesa (Foto: Gabriel Mansur)
RETROSPECTO NA COMPETIÇÃO
O Princesa disputou a Série D uma única vez, em 2014. No grupo A1, o time enfrentou Rio Branco-AC, Atlético-AC, Genus-RO, São Raimundo-RR e Santos-AP. Entre altos e baixos, o Tubarão conseguiu fazer uma boa campanha na primeira fase, chegando à última rodada dentro da zona de classificação e dependendo apenas de si para ir ao mata-mata. Jogando no Estádio da Colina contra o Santos-AP, em Manaus, o Princesa estava classificado até os 38 do segundo tempo, quando acabou sofrendo uma virada e deu adeus precocemente à competição.
Princesa caiu na primeira fase da Série D na única vez que disputou a competição (Foto: Adeilson Albuquerque)
INÍCIO DO CAMINHO
O Princesa está no grupo A2 da Série D, com São Francisco-RO, Baré-RR e Palmas-TO. A estreia na competição nacional ocorre neste domingo, dia 12, em Manacapuru, Amazonas, contra a equipe roraimense. 

Share on Google Plus

About Equipe de Conteúdo

Apaixonado por Manacapuru e pelo Princesa do Solimões!

0 comentários:

Postar um comentário