A Federação Amazonense de Futebol anunciou nesta quinta-feira, que a partir da próxima rodada, no Estadual, será obrigatória a presença de duas ambulâncias para atender a cada partida. A decisão veio por conta dos seguidos incidentes que vêm acontecendo no futebol local, com atrasos e paralisações de jogos por um longo período por conta da falta, ou da presença de apenas uma ambulância por jogo.
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Nos últimos oito dias, três partidas tiveram incidentes com ambulâncias. Quando o jogo não atrasou, foi paralisado para esperar por veículo que atendia jogadores machucados (Foto: Raina Barreto/Emanuel Sports)
Segundo o diretor de competições da FAF, Ivan Guimarães, a lei determina que haja uma ambulância para início de jogo e mais uma para cada 10 mil torcedores no estádio. Como o público no Amazonas dificilmente ultrapassa número estipulado na lei, os clubes mandantes, que são os responsáveis por conseguir o veículo, optam por ter apenas uma ambulância por partida.
- Numa situação comum, o clube paga R$ 300 e o restante do custo da ambulância [R$ 1.200] é subsidiado pela Federação. Com essa nova regra, os clubes terão que arcar também com a outra ambulância, pagando mais R$ 300 para que nós sempre tenhamos duas atendendo ao jogo e não tenhamos mais episódios como os de ontem, onde foi preciso esperar um veículo que atendeu a um jogador voltar para reiniciar a partida - disse.
O exemplo citado por Ivan aconteceu nesta quarta-feira, na partida entre Manaus FC x CSA-AL, pela Copa do Brasil. No início do segundo tempo, o goleiro Jonathan, do time amazonense, se chocou acidentalmente com um companheiro de equipe e chegou a ficar desacordado. A ambulância que atendeu o jogador era a única disponível no estádio, e por conta disso o jogo ficou paralisado por 24 minutos, sendo o atraso citado em súmula pelo árbitro da partida.
Este ano, o Manaus fechou patrocínio com uma empresa especializada em saúde, que cede a ambulância a custo zero. Ivan Guimarães disse que por conta disso, o clube dispensou o veículo subsidiado pela FAF.
- O Manaus disse que não precisava da ambulância da Federação porque eles tinham a do patrocinador, e aí aconteceu o que aconteceu, o árbitro relatou em súmula e agora o que era para ser uma economia deve ser tornar algo maior, porque provavelmente eles serão denunciados e multados no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) - disse.
O caso do Manaus está longe de ser isolado no futebol amazonense. No último final de semana, no classico Rio-Nal, aconteceu uma situação idêntica ao jogo desta quarta, quando o lateral Leandro Silva precisou ser atendido e a partida ficou paralisada por quase 25 minutos, esperando o retorno da ambulância. No dia 31 de janeiro, na partida entre Manaus x Remo, pela Copa Verde, a ambulância ficou presa no trânsito e fez o jogo atrasar por quase 20 minutos. Todos estes jogos tinham apenas um veículo no atendimento.
Procurado pela reportagem do GloboEsporte.com, o presidente de honra do Manaus FC, Luís Mitoso, se limitou a dizer que não vai se pronunciar sobre assunto, e caso o clube seja de fato denunciado no STJD, o departamento jurídico ficará incunbido da tarefa de justificar os fatos.
Fonte: GE/AM
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