Acpea quer reviver Série B caso Barezão com 15 clubes seja barrado

26/05/2016- Por Marcos Dantas
Presidente da Acpea vê a volta da segundinha como plano alternativo para encaixar clubes que forem barrados na Série A do Barezão 2016 - (Foto: Marcos Dantas)

A Associação dos Clubes Profissionais do Estado do Amazonas (Acpea) tem na manga um “plano b” para o caso de o Campeonato Amazonense realmente não poder ser disputado com 15 clubes. A proposta, confirmada pelo presidente da entidade, Claudio Nobre, seria reimplantar a segunda divisão, que seria disputada por até sete clubes.

De acordo com Nobre, a proposta foi apresentada nesta quarta-feira, na reunião da Acpea com o presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), Dissica Valério Tomaz, mas nem chegou a ser analisada, pois a federação teria afirmado que tentaria conversar com o TJD sobre o ofício enviado pelo órgão aos clubes que anula as decisões da assembleia geral de 2015, que moldou o formato pretendido para o Estadual deste ano.

- O presidente Dissica disse que ainda tentaria reverter essa decisão junto ao TJD, mas nós precisamos estar preparados para todas as possibilidades. Elaboramos a competição com 15 clubes e vamos torcer para que ela aconteça, mas caso não seja possível, temos meios de resolver isso de outra forma – explicou.

A “outra forma” seria a volta da Série B do Amazonense, dessa vez em um formato de tiro curto, que iniciaria no dia 28 de julho e terminaria em 13 de agosto, com a participação dos dois últimos colocados do Barezão 2015, mais os cinco clubes que estão filiados à entidade e não participaram da competição no último ano.

- Por enquanto, é uma proposta que ainda está no papel. Precisamos aguardar a reunião do Dissica com o TJD para sabermos se ela vai adiante – completou.

O GloboEsporte.com tentou contato com o presidente da FAF, Dissica Valério Tomaz e o diretor de competições da federação, Ivan Guimarães, que também esteve na reunião, mas ambos não atenderam as ligações. 
Campeonato Amazonense segue com futuro indefinido (Foto: Isabella Pina)

Entenda o caso
No documento enviado pelo TJD aos clubes consta que as alterações organizadas por Acpea e FAF para esta edição da competição estadual serão anuladas. O motivo é simples: de acordo com o estatuto do torcedor, novos regulamentos não podem ser aprovados com pelo menos dois anos de antecedência. Vale lembrar que sobre as alterações estavam inclusos a participação de 15 times na primeira divisão, a extinção da Série B e um novo formato de disputa.

De acordo com o ofício do TJD-AM, essa alteração no número de times participantes na Série A é irregular. Nesse caso, o tribunal se baseia no artigo 17 do Estatuto do Torcedor, que diz o seguinte: ''Cada série do Campeonato Amazonense de Futebol Profissional será constituída no máximo por 10 (dez) entidades de prática do futebol profissional filiadas.''

Sendo assim, a primeira divisão não poderá, de forma alguma, contar com 15 times. Ainda tem mais. Ainda no que é constado no Estatuto do Torcedor, é obrigatória a existência de acesso e descenso. Ou seja, primeira e segunda divisão. No caso, Rio Negro e Operário, 9º colocado e lanterna, respectivamente, em 2015, são obrigados a disputar a Série B. No entanto, como a segunda divisão não foi realizada, apenas oito times disputarão a Série A em 2016. 

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