Copa Verde pode ganhar versão internacional com clubes dos EUA

26/05/2016 - Por Gustavo Pêna
Encontro discutiu os resultados das ações de sustentabilidade da Copa Verde (Foto: Divulgação)

O secretário geral da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Walter Feldman, esteve em Belém na última quarta-feira reunido com o grupo que elaborou o projeto de sustentabilidade da Copa Verde 2016. Durante o encontro, foi apresentado o relatório final da competição, que é considerada a primeira de forma sustentável do mundo. Feldman agendou novas proposições, como a criação da “Green Cup”, internacionalizando a Copa, com possibilidade de contar com a participação de um ou mais clubes dos Estados Unidos.

- Essa foi uma possibilidade cogitada na reunião e bem aceita pelo Feldman, que ficou de estudar a viabilidade. A ideia é que a competição regional seja classificatória para a versão internacional. Esse será um começo para a integração entre países que trabalhem a sustentabilidade através do futebol. Talvez essa novidade aconteça já a partir das 2018 – disse o jornalista Carlos Ferreira, comentarista do SporTV e da TV Liberal, e idealizador do projeto de associar o futebol a uma causa ambiental.

Paysandu é o atual campeão da Copa Verde (Foto: Fernando Torres/Ascom Paysandu)

Também participaram da reunião representantes de Remo, Paysandu, Federação Paraense de Futebol (FPF), Ministério Público do Pará e o deputado federal Arnaldo Jordy. Entre os resultados obtidos com a Copa Verde, estão o plantio de 1.222 árvores, em uma ação patrocinada pelo Governo de São Paulo, compensando o compromisso de compensação do gás carbônico emitido na logística da copa. Também foram arrecadadas quase duas toneladas de garrafas pet, que foram trocadas por ingressos em Macapá, Manaus, Campo Grande e Rio Branco, e foram destinadas às cooperativas de catadores de resíduos.

Um documentário específico sobre as ações de sustentabilidade da Copa Verde será apresentado à Fifa. Segundo Carlos Ferreira, Walter Feldman autorizou que um grupo executivo, liderado pelo publicitário Gil Portela e com sede em Belém, produza um projeto de comercialização para potencializar o torneio, proporcionando maiores cotas aos clubes participantes. Atualmente, são distribuídos R$ 810 mil entre as 16 equipes da competição.

A Copa Verde - que chegou a sua terceira edição em 2016 e já teve Brasília, Cuiabá e Paysandu como campeões, respectivamente -, também poderá ganhar um concurso envolvendo jornalistas. O projeto, ainda em estudo, daria prêmios às reportagens realizadas pelos profissionais de mídia em diversos segmentos sobre sustentabilidade associada ao futebol.

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