11/07/2016- Por Marcos Dantas e Matheus Castro/ Manaus, AM
Em uma disputa local a série de despesas com jogadores, comissão técnica e afins já grande para uma equipe de pequeno porte. Para a participação em um torneio nacional como a Série D o investimento, inevitavelmente, engorda a folha de qualquer equipe. É o caso do Princesa do Solimões. Em sua participação na quarta divisão do Campeonato Brasileiro desse ano, o time vem sofrendo um aumento considerável nos gastos, além da falta de apoio. Ainda assim, garantiu sua classificação para a próxima fase da competição.
Princesa do Solimões está classificado para a próxima fase da quarta divisão nacional (Foto: Marcos Dantas)
A crítica é do diretor executivo do Tubarão do Norte, Raphael Maddy. Segundo ele, as coisas para os clubes de Manaus são mais fáceis, o patrocínio é bom, as portas ficam mais abertas. Após a equipe vencer o São Francisco-PA na tarde deste domingo e se classificar para a 2ª fase, o dirigente desabafou.
- É muito difícil para nós do interior. Formamos uma equipe até abaixo do que se esperava, mas passamos para esses jogadores garra, determinação. Aqui prevalece você jogar com amor. Quem veste a camisa do Princesa dá o sangue. A minha insatisfação não é com torcida ou com dirigente. É simplesmente pelo fator de não ter apoio às equipes do interior. Porque a equipe do interior não tem apoio como a equipe de Manaus tem? Será que nós não somos Amazonas? Somos só Manacapuru? É isso que eu questiono - questionou Maddy.
Mesmo sem patrocínio o Princesa se mostrou forte e capaz de alçar grandes objetivos. A classificação para a próxima fase da Série D mostrou uma equipe aguerrida, sedenta de reconhecimento e bastante unida. Segundo Maddy, o trabalho começou na temporada passada e agora é que os frutos estão sendo colhidos. A receita para o sucesso? A parceria criada entre diretoria, comissão e elenco.
- A minha relação com o Princesa é muito forte. Eu estou no treino, eu estou domingo no estádio, na reunião com a comissão técnica... Participo de tudo, dialogo com os jogadores, comemos pizza, brigamos, mas sempre procuramos o melhor. É uma identificação muito grande. Isso começou na Copa do Brasil, quando o presidente disse que não tinha condições de montar um time rápido e me passou esse desafio. Consequentemente veio a Série D. Então é mais um desafio por mérito do ano passado. Essa Série D é mérito do ano passado - concluiu.
Fonte: globoesporte.com
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